16 de julho de 2007

1) BC comprou mais de US$ 8 bilhões no mercado de câmbio em março:


http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116408.shtml


2) BID empresta US$ 1 bilhão para BNDES financiar micros e pequenas empresas:


http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116386.shtml


3) Superávit comercial chega a US$ 11,7 bilhões e cresce 1,2% no acumulado do ano:


http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116364.shtml


4) Indústria automotiva investiu US$ 35 bilhões entre 1994/2006; Montadoras investirão R$ 12 bilhões até 2011:


http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116337.shtml


5) Londres testa ônibus movido à álcool de cana-de-açúcar:


http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116332.shtml


6) CNI eleva previsão de crescimento do PIB de 3,4% para 4,2% em 2007:



http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116319.shtml



7) Exportação de produtos agrícolas brasileiros crescerá 67% até 2012:


http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116297.shtml


8) Número de assinantes de TV paga cresceu 15% em 2006:



http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u21985.shtml



9) Produção nacional de petróleo e gás crescem 3,2% em Março:



http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116278.shtml



10) Vendas de remédios genéricos crescem 40,9% no 1o. trimestre:



http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116275.shtml



11) Cresce nível de emprego na indústria de SP:



http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116259.shtml



12) Emprego na construção civil brasileira cresce 1,35% no 1o. bimestre:



http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116250.shtml



13) Câmara aprova MP que dá isenção de impostos para empresas que investem em pesquisa:



http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116243.shtml




14) Copom mantém redução de juros básicos, que caem para 12,5% ao ano, o menor da História:



http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116228.shtml



1) Volume de vendas no comércio varejista brasileiro cresceu 9,4% em Fevereiro:


http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116148.shtml



2) Vendas pela Internet crescem 57% no 1o. trimestre:


http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116217.shtml

Boa notícias

BOAS NOTÍCIAS!!!1) Cai previsão de inflação para 2007:


http://www.estadao.com.br/ultimas/economia/noticias/2007/abr/30/60.htm


2) Governo Lula faz Brasil se tornar potência econômica:


http://www.estadao.com.br/ultimas/economia/noticias/2007/abr/30/46.htm


3) Demanda de abril é a maior desde 1987:


http://www.estadao.com.br/ultimas/economia/noticias/2007/abr/27/221.htm


4) Índice de confiança na indústria é o maior em 12 anos:


http://www.estadao.com.br/ultimas/economia/noticias/2007/abr/27/49.htm


5) Brasil e Chile selam aliança em biocombustíveis:


http://www.estadao.com.br/ultimas/economia/noticias/2007/abr/27/4.htm



6) Superávit primário atinge 4,08% do PIB em 12 meses:


http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200704301355_RTR_33543092


7) Juros para pessoas físicas são os menores desde 1994:


http://www.estadao.com.br/ultimas/economia/noticias/2007/abr/26/110.htm


8) Preços da gasolina e do gás não serão reajustados em 2007:


http://www.estadao.com.br/ultimas/economia/noticias/2007/abr/26/136.htm


9) Relação dívida/PIB continuará caindo, diz BC:



http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116651.shtml



10) IGP-M aponta inflação de apenas 0,04% em abril:


http://www.estadao.com.br/ultimas/economia/noticias/2007/abr/26/48.htm



11) Brasil é o 2o. país mais atraente para investimentos em infra-estrutura na América Latina:


http://www.estadao.com.br/ultimas/economia/noticias/2007/abr/25/276.htm


12) Tarifa de importação de têxteis, confecções ecalçados sobe para 35%:


http://www.estadao.com.br/ultimas/economia/noticias/2007/abr/25/180.htm


13) Empregos formais chegam a quase 400 mil no 1o. trimestre e crescem 17,6% sobre 2006:


http://www.estadao.com.br/ultimas/economia/noticias/2007/abr/25/104.htm


14) Taxa de desemprego na Grande SP, em Março, é a menor para o mês dos últimos 10 anos:


http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116471.shtml


1) Programa de inclusão digital terá 20 mil conexões, 10 mil em escolas:


http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u22015.shtml


2) Exportações simplificadas cresceram 53% em 2006:


http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116600.shtml


3) IPCA-15 aponta inflação de apenas 0,22% em abril:


http://www.estadao.com.br/ultimas/economia/noticias/2007/abr/25/74.htm


4) Câmara aprova MP que reajusta tabela do IR em 4,5% ao ano até 2010:


http://www.estadao.com.br/ultimas/economia/noticias/2007/abr/24/322.htm



5) Compra de dólares pelo BC bate recorde no 1o. trimestre e chega a US$ 21,9 bilhões:


http://www.estadao.com.br/ultimas/economia/noticias/2007/abr/24/190.htm


6) Investimentos estrangeiros em março batem recorde histórico e ultrapassam US$ 2,7 bilhões:



http://www.estadao.com.br/ultimas/economia/noticias/2007/abr/24/119.htm



1) Consumo de energia cresceu 8,1% em abril:


http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116599.shtml



2) Vale do Rio Doce amplia em US$ 1 bilhão investimentos para 2007:


http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116583.shtml



3) Estados e municípios terão R$ 300 milhões para a compra de ônibus escolares:



http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116554.shtml



4) Massa salarial cresce 7,7% em fevereiro sobre igual mês de 2006:



http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116534.shtml



5) Nível de crédito na economia cresce e atinge 31,3% do PIB:



http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116528.shtml



6) Vendas dos supermercados crescem 9,81% em Março:



http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116475.shtml



7) Fiesp eleva previsão de crescimento do PIB para 4% emn 2007:


http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116468.shtml


8) Geração de emprego formal no 1o. trimestre de 2007 é o maior da História:


http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116481.shtml


9) Receita Federal e PF fecham escritórios que fraudavam o Imposto de Renda:



http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116439.shtml


10) BNDES empresta R$ 7 milhões para construção de complexo cinematográfico:


http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u70579.shtml


11) Mercado de cartão de crédito crescerá 20% em 2007:


http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116423.shtml


12) Vale do Rio Doce e empresa chinesa retomam projeto de siderúrgica de R$ 8 bilhões no Maranhão:


http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116417.shtml



13) Investimentos estrangeiros crescem 66,2% no 1o. trimestre:



http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116413.shtml



14) Superávit em transações correntes cresce 7,6% no 1o. trimestre:



http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116409.shtml

11 de julho de 2007

Até tu, Itamar?

Itamar se recusa a informar quais motivos o levaram a renovar um contrato considerado, por ele mesmo, como criminoso Divulgação

Itamar não explica "Aditivo Ilegal" Em junho de 2001, bem a seu estilo, o ex-governador de Minas Itamar Franco balançou seu topete para os dois lados, jogou a cabeça para traz e anunciou:

“Estou editando um Decreto, criando a Comissão de Apuração de Irregularidades do Sistema Financeiro Estadual, com o objetivo de investigar supostos problemas no saneamento e privatização do Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge) e do Credireal, em 1998”.

Faziam parte da comissão, o então secretario da Fazenda José Augusto Trópia Reis, a então Procuradora Geral do Estado, hoje ministra, Carmem Lúcia Rocha e o então presidente do Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas (BDMG), José Pedro de Oliveira.

Seus opositores afirmavam, na época, que seu objetivo era de criar problemas para obrigar o Governo Federal a renegociar as dividas do Estado com a União. Se esta era realmente a intenção de Itamar não se sabe, porém, até hoje, ninguém sabe ou teve acesso às conclusões da comissão criada, se é que existiu conclusão.Desta forma, sua conclusão deveria por lei ser pública, contudo, Itamar nada falou e nem indicou quem deveria falar a respeito.

O mesmo ocorreu com integrantes da comissão, ninguém nada disse. Entretanto, já acostumado a suspeitar de tudo onde o silêncio é grande, partimos para apurar se existia alguma investigação a respeito das instituições financeiras privatizadas em 1998 no governo do atual senador Eduardo Azeredo.

Mais uma vez, o silêncio, diante das perguntas, era sepulcral. O que se sabia de maneira não oficiosa era que, nos últimos andares do prédio do BDMG, existia um conjunto de salas onde diversas pessoas trabalhavam administrando o que sobrara das instituições financeiras privatizadas. Porém, uma dúvida ressaltou-se entre as demais. Se aquelas pessoas administravam o que sobrara dos bancos privatizados, quem estaria exercendo as funções financeiras que as instituições tinham com o Estado de Minas Gerais?

Ao tocarmos neste assunto o silêncio transformou-se em pânico e aqueles que eram até então interlocutores, literalmente, sumiram.

Todavia, como que por milagre, chega à nossa redação uma pesada correspondência que aberta demonstrava-se dois volumes dos Autos nº 692050, do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais que analisava, a pedido do então secretário da Fazenda Jose Augusto Trópia Reis, OF. SEF.GAB.SEC.Nº 892/2002 datado de 18 de julho de 2002, o Termo Aditivo ao contrato celebrado em 1998 entre o Governo de Minas Gerais e o Banco Itaú. Em anexo ao ofício veio o Termo Aditivo ao contrato, assinado pelo Governador Itamar Franco e uma nota de esclarecimento informando quais os motivos da celebração do mesmo.

Para quem acompanhou e presenciou as atitudes públicas do ex-governador, Itamar Franco, a respeito das privatizações dos bancos mineiros, aqueles documentos pareciam irreais.

Pesquisando os volumes verificamos que:

Em resposta de 18 de outubro de 2002, a Diretoria de Análise Formal de Contas, através da Coordenadoria de Área de Análise de Contratos, Convênios e Instrumentos Congêneres do Tribunal solicitava cópia do Contrato de Prestação de Serviço, celebrado em 27 de agosto de 1998, ou seja, na época da Privatização, acompanhada do parecer da Procuradoria Geral do Estado, ocupada pela hoje ministra Carmem Lúcia Rocha, que concluiria pela não Licitação.

Daí para frente, novo movimento em 22 de outubro, quando o processo foi encaminhado ao gabinete do conselheiro relator, Elmo Braz, que no mesmo dia concedeu vistas à Auditoria e Procuradoria do Tribunal para que se manifestasse.

Desta forma, em 7 de março de 2003, após o término do governo de Itamar Franco, manifestava-se o Auditor do Tribunal, Edson Antônio Arger, que endossou o requerido pela Diretoria de Análise Formal de Contas.

Em 02 de Abril de 2003, o conselheiro, Elmo Braz, determina a redistribuição do processo para o relator da Inspeção Extraordinária da Companhia Mineradora do Estado de Minas Gerais S/A (COMIG) que analisava igual tema.

Somente mais de um ano depois, em 08 de outubro de 2004, o Conselheiro Relator da Inspeção da COMIG determina o apensamento do processo, para em 16 de dezembro de 2004 ser levado a plenário o Relatório nº 692050.

O relatado pelo Conselheiro Silo Costa é inacreditável. O que o governador Eduardo Azeredo fez com as instituições financeiras mineiras, se acontecesse em qualquer país sério do mundo, ele estaria na cadeia. Porém, o pior é ter que engolir a prática do ex-governador, Itamar Franco, que criou, por Decreto, a comissão para analisar as irregularidades cometidas na Privatização dos bancos mineiros, da qual o resultado jamais veio a público - se é que alguma coisa foi apurada. Menos de um ano depois da teatral manifestação da edição do Decreto que criou a comissão para investigar irregularidades cometidas na privatização dos bancos mineiros, o ex-governador celebrou Termo Aditivo ao Contrato que propagava “criminoso” e, junto com ele, assinaram o aditivo alguns participantes da Comissão de Investigação.

O que será que mudou?

O ex-governador, Itamar Franco, ou sua opinião do que é corrupção?

Evidente que Itamar pode se esconder e não responder às indagações, que na verdade eram as indagações daqueles que moram no Estado já governado por ele.

Entretanto, mesmo atrás de seu enorme topete, não conseguirá esconder sua enorme cara-de-pau ao assinar o Termo Aditivo ao contrato, celebrado na Privatização do Bemge.

Preferimos não comentar o Relatório do Tribunal de Contas, pois poderíamos ser interpretados como imparciais. Por este motivo, estamos disponibilizando, o mesmo, no link abaixo, para que você mesmo leia e veja o malefício que a elite política mineira faz a seu povo.

No Tribunal de Contas de Minas Gerais, depois de aprovado o parecer do Conselheiro Relator Silo Costa, o Conselheiro Wanderley Geraldo de Ávila, sabidamente partidário de Eduardo Azeredo, pediu vistas.

O contrato celebrado entre o governo de Minas e o Banco Itaú vigorou por dois anos, até a decisão do Tribunal, não sendo o mesmo renovado pelo atual governo. Contudo, ao indagarmos ao Banco Itaú que, “informalmente”, continua executando as mesmas funções, a resposta dada, de forma econômica, foi:

“O Banco Itaú informa que continua prestando serviços ao Estado de Minas Gerais de forma não exclusiva”.

O governo mineiro não informou quando pretende promover a licitação proposta pelo Tribunal de Contas.

As perguntas que não fizemos ao ex-governador pessoalmente, porque não nos atendeu, não a deixaremos de fazê-las, seguem abaixo:

* Dr. Itamar, o que realmente aconteceu para que o senhor tenha assinado Termo Aditivo a um contrato que julgava e propagava como criminoso e fruto de uma privatização que sempre combateu?

*Quem e o que realmente se ganhou com a celebração deste Termo Aditivo, além do Banco Itaú?


Fontes:


Aditivo ao Contrato de Abertura de Conta e Nomeção de Agente Fiduciário Parte I


Aditivo ao Contrato de Abertura de Conta e Nomeção de Agente Fiduciário Parte II


Aditivo ao Contrato de Abertura de Conta e Nomeção de Agente Fiduciário Parte III


Contrato Bemge - Comig - CBMM Parte I


Contrato Bemge - Comig - CBMM Parte II


Nota de Esclarecimento


Notas Taquigráficas da Sessão; 16-12-04 do Tribunal de Contas de Minas Gerais Parte I Notas Taquigráficas da Sessão; 16-12-04 do Tribunal de Contas de Minas Gerais Parte II Notas Taquigráficas da Sessão; 16-12-04 do Tribunal de Contas de Minas Gerais Parte III Notas Taquigráficas da Sessão; 16-12-04 do Tribunal de Contas de Minas Gerais Parte IV Notas Taquigráficas da Sessão; 16-12-04 do Tribunal de Contas de Minas Gerais Parte V Notas Taquigráficas da Sessão; 16-12-04 do Tribunal de Contas de Minas Gerais Parte VI Ofício do Secretário da Fazenda do Governo Itamar Franco ao Tribunal de Justiça

Petrobras sobe 21 posições e é 65ª na lista das maiores da Fortune

A Petrobras é a empresa brasileira mais bem colocada na lista Fortune Global 500, da revista Fortune, que reúne as 500 maiores empresas em receita do mundo. A estatal aparece na 65ª posição da lista - no ano passado, a brasileira ocupava o 86º lugar.

Em 2006, a Petrobras registrou faturamento de US$ 72,3 bilhões.

O Brasil conta, além da Petrobras, com outras quatro empresas no top 500: Bradesco (224º), Itaú (288º), Banco do Brasil (291º) e Vale do Rio Doce (359º), que entrou no ranking pela primeira vez.

O título de maior empresa do mundo ficou com a rede varejista norte-americana Wall-Mart, que faturou US$ 351,1 bilhões em 2006. A também norte-americana Exxon Mobil, que defendia o primeiro lugar conquistado no ano passado, é segunda colocada na lista de 2007, com US$ 347,2 bilhões faturados.

Completando o pódio das três maiores empresas do mundo, ao lado de Wall-Mart e Exxon Mobil, está a holandesa Royal Dutsh Shell, que teve faturamento de US$ 318,8 bilhões no ano passado.

Confira o top 10 da Fortune Global 500:

1 - Wal-Mart (EUA)
2 - Exxon Mobil (EUA)
3 - Royal Dutch Shell (HOL)
4 - BP (ING)
5 - General Motors (EUA)
6 - Toyota Motors (JAP)
7 - Chevron (EUA)
8 - DaimlerChrysler (ALE)
9 - ConocoPhillips (EUA)
10 - Total (FRA)

Lula: Brasil vai fazer hidrelétrica binacional com Bolívia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil vai construir uma terceira hidrelétrica, no rio Mamoré, na divisa com a Bolívia, em conjunto com o governo daquele país. "Vamos fazer uma terceira hidrelétrica com a Bolívia, na divisa", afirmou o presidente à saída de um almoço no Palácio do Itamaraty, em homenagem à governadora-geral do Canadá, Michaella Jean

Ele respondia a uma pergunta sobre a reação do presidente boliviano, Evo Morales, à liberação pelo Ibama nesta semana da licença ambiental para a construção das usinas de Santo Antonio e Jirau, no rio Madeira, formado a partir do encontro dos rios Beni e Mamoré, na Bolívia.

O presidente disse que não chegou a conversar sobre as hidrelétricas brasileiras com o presidente boliviano, mas confirmou o projeto da binacional, que forneceria energia elétrica para os dois países. A usina já está em estudo pelo governo e teria capacidade para produção de 3 mil MWs, metade da capacidade projetada das usinas do rio Madeira.

Impacto ambiental
O assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, disse que as reclamações dos bolivianos de possíveis impactos ambientais no país não procedem, e que os estudos técnicos realizados pelo Ibama levaram em conta as conseqüências do projeto em toda a região.

"Todos os cuidados que temos em relação em Brasil, nós temos para toda a região. O Brasil não tem uma política ambiental própria e uma política ambiental regional diferente", afirmou Marco Aurélio.

"Nós asseguramos que este projeto não trará nenhuma dificuldade não só para o Brasil como também para os países vizinhos", disse ele.

O assessor da Presidência disse ainda que o governo boliviano não fez nenhuma reclamação formal sobre as usinas. Ele afirmou que "é possível" que o embaixador brasileiro em La Paz tenha informado oficialmente o governo boliviano sobre a construção das usinas, mas disse que se trata de um tema nacional que diz respeito somente ao Brasil.

Furnas é apenas uma das incógnitas do leilão

A dúvida do governo com relação à permitir ou não a participação de Furnas no leilão das usinas do Rio Madeira traz problemas que vão além da composição societária dos consórcios que vão disputar a construção de uma das maiores obras que o país terá nos próximos anos. E aos poucos expõe o modelo de financiamento hoje existente no país para os concorrentes. Um dos grandes concorrentes, até agora, do consórcio Odebrecht-Furnas - responsáveis pelos estudos de viabilidade das duas usinas - a Camargo Corrêa reclama que fornecedores nacionais de equipamentos para a obra se recusam a dar os preços para que ela possa calcular os custos. Isso demonstra que o governo tem uma equação complicada para resolver antes de publicar o edital.

João Canellas, diretor-executivo da Amazônia Madeira Energética (Amel) - criada pelo grupo Camargo Corrêa para disputar o leilão das hidrelétricas do Rio Madeira - manifestou preocupação com o fato de fabricantes nacionais de equipamentos já estarem fechados com o consórcio Odebrecht-Furnas. A Camargo estima que os equipamentos custarão cerca de R$ 3 bilhões.

"Os fabricantes nacionais fechados com o grupo concorrente não informam o preço dos equipamentos. Isso é um problema para todos", disse Canellas. Ele citou nominalmente grandes fabricantes de turbinas e dos geradores bulbo que serão usados na usina, de transformadores de alta tensão, e de equipamentos mecânicos para controle das comportas e vertedouros. "A solução seria importar. O problema é que o BNDES não financia equipamentos importados porque usa dinheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT)", pondera o executivo da Amel.

Segundo ele, a possibilidade admitida pelo ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, de que Furnas participe do consórcio acertado com a Odebrecht - opção que antes tinha sido vetada por ele - "complica extraordinariamente" a competição no leilão. Segundo Canellas, a presença de empresa estatal em um consórcio sempre preocupa pela possibilidade de se ter parte do preço da energia considerando uma taxa de retorno menor e condições de rentabilidade diferentes das que geralmente são aceitas por empresas privadas. "A taxa patriótica de retorno complica nossa avaliação para competir no leilão", resumiu Canellas.

Com todas essas ponderações, o executivo da Camargo Corrêa disse que somente quando for conhecido o edital será possível decidir se a empresa vai ou não participar do leilão da usina Santo Antonio, a primeira do complexo do Madeira a ser leiloada. Uma fonte ouvida pelo Valor explicou que, apesar de se manter sócia da Odebrecht, Furnas não vai participar do leilão, o que significa que ela ficará fora do processo de decisão sobre lances de preço, por exemplo. Assim, o leilão terá apenas a participação de empresas privadas e Furnas poderá se associar a qualquer grupo que sair vencedor, após o resultado da licitação. A interpretação é de que ela não poderia aderir ao grupo vencedor, caso a Odebrecht perca, se tiver participação ativa no leilão. Com essa nova interpretação do governo, Furnas poderá participar da obra qualquer que seja o vencedor.


Secretário americano vai levar pedidos de empresários brasileiros para Lula

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, desembarcou ontem no Brasil no papel de quem veio oferecer ajuda ao país. Parte dessa "ajuda" será dizer ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no encontro que terão hoje, que o Brasil precisa fazer reformas estruturais, como a tributária e a trabalhista, simplificando e reduzindo as regulamentações, de modo a facilitar a vida das empresas. Pelo menos foi o que ele prometeu a um grupo de empresários ontem, em Nova Lima (MG).

"Os governos que fazem reformas, simplificam, reduzem as regulamentações, esses governos beneficiam de fato seus povos", declarou o secretário durante o encontro com empresários promovido pela Fundação Dom Cabral (FDC). "É maravilhoso como os países respondem às reformas."


Antes de aterrissar em Brasília, o secretário americano fez questão de parar em Minas Gerais para dois encontros: um com o governador Aécio Neves (PSDB) e outro com um grupo de empresários mineiros.


Segundo ele, queria ouvir a "verdade" sobre os obstáculos para o desenvolvimento do país. "Não há nada como estar num grupo como este, de empresários que falam a verdade", afirmou Paulson. No papel de quem veio ao Brasil disposto a ajudar, numa situação inusitada, o secretário até tomou notas das reclamações - muitas - dos empresários reunidos pela FDC.


Instituição de ensino focada no desenvolvimento de executivos e empresas, a fundação convidou cinco empresários mineiros para falar ao secretário sobre seus negócios e os obstáculos que enfrentam no país diante de uma platéia de alunos, ex-alunos e jornalistas.


Presidente do grupo Santa Bárbara, que atua no setor de construção civil e logística, Gustavo Dias reclamou dos altos custos trabalhistas que tiram a competitividade das empresas brasileiras e também da burocracia. Reclamou também da burocracia que dificulta a operação das empresas. "Geralmente, quando tem muita burocracia, tem corrupção", sentenciou o secretário, ao ouvir o relato do empresário.


Para o presidente da Líder Aviação, Eduardo Vaz, o maior problema do país é a falta de investimentos bem planejados em infra-estrutura adequada. Segundo ele, o atual colapso do sistema de controle de tráfego no país é um exemplo de falta de planejamento por parte do governo. "O governo não investiu ou investiu errado", concluiu o presidente da maior empresa de aviação executiva do país. "Fala-se muito e faz-se pouco."


Diante do relato dos empresários, o presidente do Tesouro dos Estados Unidos prometeu ajuda em duas frentes: infra-estrutura e financiamento para pequenas empresas. Segundo ele, o Tesouro americano vai intensificar o trabalho com organismos como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento de modo a liberar mais recursos para financiar projetos de infra-estrutura no Brasil.


O secretário prometeu ainda trazer para o país programas de financiamento voltados para as pequenas empresas. "É preciso colocar o capital por detrás das pessoas, das idéias, dos pequenos negócios", argumentou. De acordo com ele, mais de 50% da economia americana é movimentada pelos pequenos negócios.


Marinha terá R$ 1 bilhão para submarino nuclear

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu ontem a liberação de R$ 1,04 bilhão nos próximos oito anos para a Marinha concluir projeto de fabricação de motores de propulsão nuclear para submarinos. Serão liberados R$ 130 milhões por ano. Lula admitiu que o projeto está atrasado. "É verdade que este projeto esteve parado durante um determinado tempo, é verdade que no nosso primeiro mandato nós tivemos que dedicar os primeiros quatro anos para consertar o país", disse.


"Se pudermos colocar um pouco mais [dinheiro], poderemos antecipar. Acho que agora nós temos condições de concluir esse projeto e o Brasil pode se dar ao luxo de ser um dos poucos países do mundo a dominar toda a tecnologia do ciclo de enriquecimento de urânio", afirmou, após visitar o Centro Experimental Aramar, em Iperó (SP).


Lula disse que o Brasil tem profissionais e tecnologia para desenvolver o setor nuclear. "Nós temos profissionais, gente competente e conhecimento. Agora, se estava faltando o dinheiro, não vai faltar mais porque nós vamos colocar o dinheiro necessário. Por que não sonhar grande e dizer que nós queremos chegar até a possibilidade de ter um submarino nuclear ?"

O programa nuclear da Marinha, desenvolvido em Iperó, tem como objetivo criar propulsores nucleares para submarinos. Sua principal vantagem é a maior autonomia em relação aos motores a diesel, de acordo com informação da Marinha. A pesquisa de um submarino com propulsão nuclear é realizada desde 1979 no Brasil e, após ter altos e baixos na destinação dos recursos, correu o risco de ser interrompida. Faz parte do projeto a produção de urânio enriquecido (combustível nuclear) em escala industrial para atender também às usinas de Angra.

Lula reiterou que a energia nuclear faz parte da matriz nuclear do país e que Angra 3 será concluída. "Se for necessário construir mais, nós vamos construir, até porque é uma energia limpa", afirmou o presidente.


Para depois do recesso

A Assembléia Legislativa de São Paulo adiou para depois do recesso que se inicia hoje a apuração sobre a participação do líder do PSDB, Mauro Bragato, em irregularidades na CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). O Conselho de Ética rejeitou a abertura de processo para investigar o envolvimento de Bragato sob a alegação de falta de provas. A exemplo do que aconteceu no Senado Federal, no caso do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), os deputados decidiram, por unanimidade, remeter o caso de volta à presidência da Alesp. O presidente, Vaz de Lima, solicitará ao Ministério Público, ao Tribunal de Justiça e à Procuradoria-Geral do Estado documentos que fundamentem a acusação.

Contra voto obrigatório

A maior parte da população é contrária a obrigatoriedade do voto, é favorável ao mandato de quatro anos para cargos majoritários com direito à disputa pela reeleição e acredita que o financiamento privado é a melhor forma custear campanhas eleitorais. Esse é o resultado de uma pesquisa realizada pelo DataSenado, por telefone, com 1.094 eleitores das 27 capitais, entre 21 e 28 de maio. Dos entrevistados, 49% apóiam o financiamento privado e 31% , o público. O voto obrigatório é rejeitado por 61% dos ouvidos. A pesquisa mostra que 72% defendem quatro anos de mandato e deste total (72%), 42% acreditam que os ocupantes de cargos executivos podem disputar a reeleição; 30% rejeitam.

Setor aéreo cresce 13,2%

O mercado de aviação cresceu 11,2% em junho e 13,2% no acumulado do ano, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) , a expansão ainda está em linha com a estimativa das principais companhias aéreas do setor. Para 2007, a Gol projeta crescimento de 12% e a TAM, entre 10% e 15%.

Na comparação entre maio e junho, a taxa de ocupação dos aviões no mercado doméstico subiu de 68,6% para 70,9%. A TAM ficou com 49,1% de participação e a Gol, quando incluída a Varig, ficou com 42,8%. As companhias líderes perderam 0,6 e 2,2 pontos percentuais de participação, respectivamente, em relação a maio. Já e a BRA e a OceanAir conseguiram aumentar sua participação conjunta de um mês para o outro, de 3% para 5,6%. As duas empresas fazem vôos compartilhados desde a primeira quinzena de junho.

No setor internacional, a TAM permanece líder com 69,6%. Já a Varig, que há meses ficava em terceiro lugar, passou a Gol e obteve 12,8% de participação. A Gol ficou com 12,2% e a BRA com 5%. A taxa de ocupação média nos vôos internacionais ficou em 63%, com destaque negativo para o índices de 49% da Gol e da Varig.

País disputa fábrica de vacina de US$ 500 mi da Novartis

O Brasil disputa com Índia, China, Cingapura e Itália uma fábrica da Novartis, que produzirá vacinas contra meningite, um investimento de US$ 500 milhões.

O assunto foi um dos temas do encontro de anteontem à noite, no Palácio do Planalto, entre o presidente mundial da Novartis, Daniel Vasella, e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A definição da empresa suíça acontecerá em agosto ou setembro, segundo informou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

O ministro afirmou que o Estado de Pernambuco é um candidato para sediar a unidade, que terá 80% da produção voltada ao mercado internacional. Temporão salientou que se país for o escolhido será a primeira vez desde 1982, quando a Sintek fechou as portas, que uma empresa privada produzirá vacinas no Brasil.

A possibilidade de a Novartis investir no Brasil ocorre dois meses depois o governo ter lançado mão do licenciamento compulsório do efavirenz, uma droga antiaids produzida pela Merck Sharp & Dohme. Segundo analistas, a atitude gerou desconfianças e suspeitas de que a indústria farmacêutica pudesse vir a retaliar o Brasil.

Segundo o diretor de assuntos corporativos da Novartis no Brasil, Nelson Mussolini, o país participa de uma espécie de concorrência internacional para a instalação da fábrica. "É uma licitação. Pernambuco é apenas um dos Estados em disputa", disse Mussolini, indicando que São Paulo e Rio também concorrem ao investimento.

Na audiência com Lula estavam presentes, além do ministro da Saúde, o governador de pernambuco, Eduardo Campos, e o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho. Temporão avalia que Pernambuco tem vantagens em relação a outras regiões.

Coelho disse que um dos principais atrativos oferecidos pelo Estado foi a possibilidade de uma redução de até 80% no Imposto de Renda, mecanismo permitido ao Nordeste, e as facilidades logísticas do Estado. As conversas com a Novartis ocorrem desde maio. Consultores americanos e chineses, contratados pela multinacional, visitaram o país e encaminharam questionários para vários Estados. "Temos o segundo laboratório oficial do país. E a segunda maior rede de hospitais e profissionais de saúde. Em 2010, a Hemobrás estará instalada no Estado - um investimento de US$ 80 milhões".

Temporão ressaltou que investimentos em saúde geram empregos qualificados e redução no déficit da balança setorial. Segundo ele, outro fator que pesa na possível escolha de Pernambuco é o clima. "Vacinas precisam ser produzidas em ambiente onde as temperaturas não oscilam muito, nem haja diferença acentuada entre temperatura máxima e mínima."

Na audiência com o presidente mundial da Novartis, Lula ressaltou o bom ambiente de negócios no país. Vasella declarou-se fã do presidente desde que ambos conversaram em Davos, durante reunião do Fórum Econômico Mundial. Na oportunidade, os dois conversaram sobre os impasses na rodada Doha.

Além de tentar atrair a nova fábrica da Novartis, o governo brasileiro também está negociando a redução de preços do medicamento Glivec, produzido pela empresa e utilizado no tratamento de câncer. "Gastamos hoje, por ano, R$ 200 milhões para comprar esse medicamento, que atende 4 mil pacientes. Esse orçamento representa os gastos anuais de três grandes hospitais", comparou Temporão. A Novartis não se manifestou sobre o preço do Glivec.

Faltou o dedo em riste

O plenário do Senado ficou atônito por alguns minutos. O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), dizendo estar movido pela coragem, resolveu assumir o papel de porta-voz do seu partido. Olhando nos olhos de Renan Calheiros (PMDB-AL), criticando o seu estilo de defesa, pediu do plenário o seu afastamento. Renan respondeu ao senador amigo que não se sentia à vontade para polemizar. O presidente do Senado entrou com quatro questionamentos, colocando em dúvida a competência da Polícia Federal e o resultado da perícia feita em documentos usados em sua defesa. Também questionou o fato de não ter havido aval da Mesa Diretora na solicitação da primeira investigação da Polícia Federal.

Renan reagiu com um discurso duro, batendo na mesa, que não se recusou a ir ao Conselho de Ética para dar esclarecimentos do que está sendo acusado. E questionou novamente do que na realidade ele está sendo acusado. Disse que para tirá-lo da presidência alguém terá que "sujar as mãos". E que terão que fazer uma fogueira para ele arder no fogo. Enquanto isso não acontecer, Renan reeiterou que não arredará o pé, repetindo por diversas vezes.

O senador Jefferson Peres (PDT-AM), após o discurso de Arthur Virgílio, pediu a palavra e deu uma estocada no conterrâneo. Ele disse que: "Não se deve confundir com medo o fato de ter declarado à imprensa e não no plenário", referindo-se ao pedido de afastamento de Renan, "o que eu poderia declarar frente a frente", salientou. Mas, sim, perceber que é uma questão de constrangimento o que para ele não deve ser feito. Jefferson Peres disse que não quis constrangê-lo (Renan) e que está no direito dele permanecer na presidência e responder a um processo no Conselho de Ética.

Perguntado pela imprensa, se estava movido pelo espírito do deputado Fernando Gabeira, o senador Arthur Virgílio respondeu que tem muito respeito pelo deputado Gabeira. "Não estou vendo Renan igual a Severino, nada a ver. Mas tenho muito pouco a ver com Gabeira. Eu estou aqui a não ser cumprindo meu dever", declarou Arthur.

10 de julho de 2007

O desastre veio com Zulmira

Talvez, agora, ele até queira, mas não pode mais. Renan Calheiros não pode mais renunciar ou pedir licença do cargo de presidente do Senado. Depois de tudo o que se passou, o senador mergulhou no seu labirinto de onde não encontra saída. Desde o começo foi tudo muito desastrado, o caso não foi tratado com a habilidade que gente experiente deveria ter, gente que ocupou várias posições políticas na vida, que já enfrentou tantas crises. Os senadores colocaram Renan na pior situação possível depois daquela sessão plenária onde quinze dos seus colegas pediram o seu afastamento.

A intenção ali era facilitar as coisas para ele e para a própria imagem do Senado. Mas não, colocaram o homem contra a parede. Deixaram Renan sem opção para tentar uma alternativa menos vergonhosa, menos humilhante. Parece incrível, mas não deram outra opção a Renan,a não ser resistir aonde está. Depois da sessão descarrego no plenário, o presidente do Senado não pôde mais aceitar o convite de se escafeder porque seria confirmar a confissão da sua culpa, seria o mesmo que dizer batendo no peito, numa voz embargada e dramática (meio Nelson Rodrigues, meio Joaquim Roriz): "Sim, eu sou um pulha".

Se era para salvar Renan, tudo tinha que ser tratado fora dos holofotes da imprensa. As conversas não poderiam aparecer nos jornais do dia seguinte, o acerto precisava ser arquitetado com muito mais reserva e cuidado. Essas coisas não podem ser oficiais e se forem comentadas fora dos limites que lhe são cabíveis têm que ser imediatamente desmentidas. Erraram todos.

O desespero de Renan Calheiros se tornou claro depois do episódio. Tentou misturar o seu destino com o do presidente Lula. Disse que não conseguiram derrubar Lula e, então, os inimigos estavam fazendo o terceiro turno com ele, Renan. O coitado foi desmentido quase que imediatamente pelo ministro Walfrido dos Mares Guia que foi taxativo ao afirmar que o governo não estava participando dos problemas internos do Senado. Nada tinha a ver com aquilo.

Uma mostra de que são outras as preocupações do governo. Lula e seu batalhão sediado no Planalto estão preocupados é com o risco de paralisação da Câmara e do Senado. Com a rapidez de votações importantes como a prorrogação da DRU e do CPMF e das várias vertentes do PAC. Além da sucessão no Senado, já que Renan pode ser carta fora do baralho, porque não se pode deixar o PMDB (partido ao qual pertence Renan) apreensivo.

Dessa forma, o senador desastrado na sua tentativa de ser amante latino, mas bem sucedido no comércio de outras carnes, as bovinas, está por conta própria. Vai ter que enfrentar o turbilhão que se voltou contra ele sozinho. Principalmente se o governo apascentar - para usar a linguagem de acordo - o PMDB colocando novamente no ministério Silas Rondeau, envolvido na Operação Navalha, da Polícia Federal, mas, ao que parece, inocentado quando as investigações de aprofundaram.

A margem de manobra de Renan para manipular o Conselho de Ética está mais do que reduzida. Não dá mais para ele impor relator e tentar obstruir o processo de averiguação dos fatos. Então, isso quer dizer que o presidente do Senado está frito? Nem tanto. O cargo provavelmente ele já tenha perdido, mas o mandato ainda não. Tudo vai depender de como caminharão as coisas no Conselho de Ética.

Porque existe um detalhe insignificante para a mídia, mas que pode contar bastante: o conselho precisa provar que houve quebra do decoro parlamentar no caso de Renan. Quebra de decoro, mas daquelas quebras grandonas, que possam acarretar a cassação do acusado. Por enquanto isso não existe. Nos documentos que estão no Senado não figura nenhum recibo mostrando que Renan recebeu dinheiro do lobista Cláudio Gontijo, ou da construtora Mendes Jr., para pagar a pensão da sua filha fora do casamento. Até porque ninguém é besta. O que existe são notas dos negócios com os bois que não são muito confiáveis. Culpa da Zulmira, responde prontamente Renan Calheiros. Uma senhora, que segundo ele, tem mais de 80 anos e negocia no mercado de carnes de Alagoas com o revólver na cinta.

Agora, a bola está com os três relatores do caso. Eles têm que convencer a todos que estão fazendo um trabalho sério e isento, o que pode ser bom para o Senado, para os senadores e, porque não, para Renan Calheiros. O trabalho sendo feito de acordo com as expectativas e não se encontrando mais nada de chocante nas atividades do acusado, todos podem evitar o voto pela cassação. Talvez, uma advertência, alguns tipo de observação, quem sabe. Renan deve estar torcendo por isso.

Dólar cai ao menor valor em seis anos

A divisa norte-americana operou com poucos negócios nesta segunda-feira, em função do feriado no Estado de São Paulo pelo dia da Revolução Constitucionalista. O dólar encerrou a R$ 1,898 na venda, com desvalorização de 0,26%. Este é o menor valor registrado desde outubro de 2000.

As atenções estiveram voltadas para o comportamento dos ativos internacionais, como as bolsas de valores e rendimento dos treasuries. Em Nova York, os índices acionários operavam no azul, enquanto que o juro dos títulos do Tesouro dos EUA caía, com os bônus de dez anos, referência para o mercado, projetando taxa anual de 5,161%.

No mercado doméstico, foram avaliadas as mudanças de expectativas do mercado quanto ao rumo da economia. Segundo o boletim Focus, as projeções para a taxa de câmbio subiram para R$ 1,92 no final do ano e a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) para 3,68%.

O Ministério do Desenvolvimento divulgou os números da balança comercial. Na primeira semana de julho, o saldo das vendas ao exterior somaram US$ 927 milhões, o que elevou o acumulado no ano para US$ 21,568 bilhões.

O risco-país, medido pelo banco JP Morgan, fechou com discreta alta de 0,51%, a 147 pontos-base. Só este mês, o risco-Brasil já acumula uma queda de 7,32%. Não houve negócios com juros futuros na BM&F em virtude do feriado.


Banco do Brasil pode aplicar R$ 1 bilhão nos próximos cinco anos

O Banco do Brasil (BB) planeja investir cerca de R$ 1 bilhão Maranhão, em cinco anos. Os investimentos vão ser destinados a operações de crédito, microcrédito e agricultura familiar e empresarial. O anúncio foi feito ontem, em São Luís, durante a solenidade de assinatura de contrato entre o banco e o governo do Estado para pagamento do funcionalismo público. O acordo foi assinado pelo presidente da instituição, Antônio Francisco Lima Neto, e pelo governador, Jackson Lago.
Do total dos recursos a serem aplicados pelo banco no estado, cerca de 50% vão ser destinados ao setor agrícola. Os investimentos fazem parte das vantagens oferecidas pelo BB ao governo do Maranhão para mudar de banco, segundo o governador Jackson Lago.
Com o contrato, todas as contas do funcionalismo público do Maranhão vão ser transferidas do Bradesco para o BB. Desde final de 2004, o pagamento do funcionalismo público era realizado pelo Bradesco, que comprou o antigo Banco do Estado do Maranhão (BEM), instituição que detinha as contas dos servidores públicos estaduais.
Para o presidente do BB, a assinatura do contrato com o governo do Maranhão cria uma gama de possibilidades ao estado. "Estamos trazendo mais pessoas para o banco, com a folha de pagamento, mas o Banco do Brasil tem também investimentos na agricultura e está ampliando o número de agências", destacou.
A folha de pagamento do funcionalismo público estadual, entre ativos e inativos, é da ordem de R$ 154 milhões, de acordo com informação da Secretaria Estadual de Planejamento. Dos 100 mil servidores, entre ativos e inativos, cerca de 30 mil já possuem conta no BB. A transferência dos outros 70 mil servidores vai ser feita de forma automática. "O banco vai iniciar a abertura de conta dos funcionários públicos a partir da próxima sexta-feira", explica Luna Filho.
O BB possui em torno de 500 mil clientes no Maranhão. O banco planeja ampliar o número de agências no estado, passando de 96 para 110 unidades nos próximos 18 meses. Das agências novas, quatro vão ser instaladas em São Luís. Também consta nos planos a instalação de mais 20 postos de atendimento e ampliação da rede de auto-atendimento.
Para este ano, o BB tem programados investimentos no valor de R$ 400 milhões no estado, dos quais cerca de R$ 250 milhões somente no setor agrícola, incluindo a agricultura familiar e empresarial. O volume é 20% superior ao investido durante o ano passado, de acordo com Luna Filho.

Balança acumula saldo de US$ 21,6 bi em 2007

Na 1ª semana do mês, superávit foi de US$ 927 mi

A balança comercial apresentou um saldo positivo de US$ 927 milhões na primeira semana do mês. No ano, o superávit comercial acumulado foi a US$ 21,589 bilhões, um crescimento de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 21,238 bilhões).
O superávit da primeira semana do mês é a diferença entre as exportações de US$ 3,384 bilhões e as importações de US$ 2,457 bilhões.
Já a média diária das exportações em julho está em US$ 676,8 milhões. A das importações está em US$ 491,4 milhões. Em relação ao mesmo mês do ano passado, essa movimentação cresceu, respectivamente, 4,1% e 29,1%.
No acumulado do ano, as exportações cresceram 18,5%, para US$ 76,599 bilhões, e as importações, 26,8%, para US$ 55,010 bilhões.
A previsão do mercado financeiro é que o saldo da balança comercial fique positivo em US$ 42,6 bilhões, segundo o boletim Focus, divulgado ontem pelo Banco Central.
Os analistas do mercado financeiro elevaram a projeção para o IPCA de 3,64% para 3,68% neste ano. Para 2008, o mercado aposta em 4%.


União planeja substituir 6,54 mil terceirizados

Número corresponde a 45% do total de servidores que serão contratados pelo Executivo em 2007. O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão autorizou a contratação de 6.542 funcionários concursados neste ano, para substituir servidores terceirizados. O número corresponde a 45% dos 13.986 servidores que serão contratados pelo executivo neste ano de 2007. No total, o governo prevê substituir cerca de 30 mil funcionários terceirizados por concursados até 2010, conforme determina o Termo de Ajuste de Conduta (TAC), um acordo entre o Ministério do Planejamento, o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público do Trabalho assinado em 2003.

O Executivo possui atualmente 900 mil funcionários na ativa. Os servidores terceirizados correspondem a 3,3% do quadro total. O governo não informou o total dos gastos que serão gerados com as novas contratações. A política de substituição de terceirizados começou em 2003 e busca diminuir os contratos de prestação de serviços por funcionários efetivos qualificados. "Das vagas autorizadas pela Lei Orçamentária Anual para provimento em 2007, mais de 45% foram para substituir terceirizados", disse o Secretário de Recursos Humanos do Ministério de Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, em entrevista divulgada ontem pelo site da Assessoria de Imprensa do Ministério do Planejamento.



No ano passado, das 21.753 contratações de servidores por meio de concurso público, 6.363 foram para substituir tercerizados. Os Ministérios autorizados a contratar o maior número de funcionários neste ano foram o da Educação e da Previdência Social, que vão contratar 3.846 e 2.680 servidores respecticvamente. Foram realizados dois concursos no Ministério da Previdência em 2005 e 2006, cada um com 1500 vagas para substituir médicos credenciados. Hoje o ministério não tem mais funcionários terceirizados em nível médio, superior ou peritos, segundo a assessoria de imprensa.



"O Ministério Público constatou que havia funcionários terceirizados desempenhando papel de funcionários concursados", diz Raul Velloso. A terceirização é permitida pelo decreto 2.271/97, mas somente nas atividades de conservação, limpeza, segurança, vigilância, transportes, informática, copeiragem, recepção, reprografia, telecomunicações e manutenção de prédios, equipamentos e instalações. Ou seja, o governo só pode recorrer à terceirização para atividades complementares, não para contratar funcionários que exerçam a atividade fim do governo.
Para Velloso, o problema é que o aumento do gastos públicos com pagamento pessoal está crescendo acima do PIB (Produto Interno Bruto).

Flexibilização da Lei

Enquanto a economia deve crescer 4,7% neste ano, segundo previsão do Banco Central, os gastos com pagamento de funcionários sobem cerca de 13% ao ano. Velloso defende a flexibilização da lei, para que o governo possa ter mais liberadade para assinar contratos de prestação de serviços no setor público. "Deveria ser retomada a idéia de uma reforma administrativa que flexibilize a contratação pública para além da necessidade de concurso". Ele defende uma redistribuição de pessoal dos lugares onde há excedentes para suprir necessidades de outras áreas do governo.
De acordo com a explicação do especialista. os custos de contratação dos servidores concursados é mais alto do que o de tercerizados, no longo prazo, por causa da estabilidade da categoria e dos gastos com aposentadoria.

9 de julho de 2007

Governo federal investiu mais de US$ 20 milhões

O chefe da Diretoria Técnico-Científica (DITEC) da Polícia Federal, Geraldo Bertolo, diz que nos últimos dois anos o governo investiu mais de US$ 20 milhões para equipar o Instituto Nacional de Criminalística (INC). O resultado, segundo ele, é que a perícia forense é requisitada e tem participação decisiva, ajudando a condenar ou absolver, em 100% dos inquéritos que investigam os crimes cuja apuração é da alçada da federal. De um assassinato envolvendo funcionário público federal como vítima às operações contra a corrupção, o parecer dos peritos se transformou em peça fundamental de investigação. Para completar a estrutura de perícia forense, a PF precisa ainda implantar os departamentos de medicina legal e audiovisual eletrônico, as duas áreas carentes.
"Nós não queremos apenas produzir laudos. Estamos preocupados em ajudar o País a combater o crime nos Estados", diz Bertolo. Ele aponta como uma das alternativas para aumentar o índice de solução de crimes violentos, como assassinatos e estupros, a criação de um banco nacional de DNA de criminosos, sediado na Polícia Federal, com livre acesso às polícias estaduais. Um projeto de lei sobre o assunto está sendo discutido no Congresso.
Ele acha que o banco de DNA promoveria uma revolução nas investigações e lembra que em países como a Inglaterra, o índice de solução de homicídios saltou de 4% para 90% com a introdução do método.

Governo amplia verbas para o PAC

O governo ampliou de R$ 4,6 bilhões para R$ 11 bilhões os recursos disponíveis para os cerca de 250 projetos de infra-estrutura incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Na sexta-feira, o governo detalhou as obras que serão beneficiadas pelo Projeto Piloto de Investimentos (PPI).O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, explicou no Congresso que os projetos incluídos no PPI têm investimentos previstos em R$ 21 bilhões até a conclusão das obras. Desse valor, já foram executados cerca de R$ 8,8 bilhões até 2006. O término da maioria das obras está previsto para 2008. Destacam-se entre os novos projetos de restauração de rodovias incluídos em 2007 a recuperação da BR-010, no Pará e Maranhão; da BR-316 no Pará, Maranhão e Piauí; da BR-135 no Piauí; da BR-101 em Alagoas, Sergipe e Bahia, entre outras. O PPI foi lançado em 2005, quando foram empenhados R$ 3,2 bilhões. Em 2006, foram aplicados mais R$ 3 bilhões, recursos utilizados na continuidade dos projetos selecionados no ano anterior.

Superávit cresce com expansão das exportações de carnes

Pela primeira vez, produtos do complexo carnes rende US$ 10 bilhões em 12 meses. As carnes têm impulsionado o crescimento das exportações do agronegócio neste ano. De janeiro a junho, o País comercializou com o exterior US$ 26,75 bilhões, valor 25,3% maior que o do mesmo período de 2006. Naquela época, o ritmo de crescimento era de 13%. A expectativa é que as taxas de aumento na receita com exportações continuem altas pelo menos até setembro. Apenas as vendas externas de carnes somaram US$ 5,22 bilhões no semestre, 38,8% a mais, na mesma comparação.

Com o bom desempenho, pela primeira vez o segmento somou US$ 10 bilhões em remessas - no acumulado de 12 meses - entrando no seleto grupo de produtos da balança comercial brasileira que atingem esta marca. Entre julho do ano passado e junho deste ano, as carnes representaram aproximadamente 7% dos US$ 149,96 bilhões exportados pelo Brasil. Do agronegócio, apenas a soja havia chegado ao patamar de US$ 10 bilhões. Fazem parte deste grupo também: material de transporte e componentes, produtos metalúrgicos, petróleo e derivados de petróleo, minérios metalúrgicos e produtos químicos.

"A aceleração do crescimento é muito em função da recuperação das carnes ", diz Eliezer Lopes, coordenador geral de Organização para Exportações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Segundo ele, no ano passado, quem impulsionava era o setor sucroalcooleiro. Agora, além da recuperação das exportações das carnes - que em 2006 foram prejudicadas por embargos sanitários -, outro segmento que tem influenciado no resultado do ano é o complexo soja. No acumulado do ano, as exportações deste segmento aumentaram 27,2%, somando US$ 5,39 bilhões.
Os números do semestre projetam um crescimento no total das exportações do campo de 20% para ano, podendo somar US$ 60 bilhões. Segundo Lopes, apesar do aumento nas importações, que somaram US$ 3,94 bilhões no semestre - 34% superiores a janeiro a junho de 2006 -, a tendência é de um saldo na balança comercial mais elevado que o do ano passado. "O ritmo de crescimento das exportações, em valores, é maior que o das importações. Não há perspectiva de queda no superávit", afirma. De acordo com ele, no acumulado de 12 meses o superávit foi de US$ 47 bilhões ante a US$ 43 bilhões em 2006.

Se considerados os últimos 12 meses, a carne bovina representa 44% do valor exportado (US$ 4,4 bilhões) pelo complexo carnes. Em segundo lugar está a carne de frango, com 38,40%, equivalente a US$ 3,8 bilhões, seguida pela carne suína, com 11,63% -U$ 1,16 bilhão. O agronegócio somou no período US$ 54,8 bilhões em vendas externas, alta de 22,5%.

Em junho, as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 5 bilhões, um aumento de 19% em relação ao mesmo período do ano passado. As importações cresceram 28,3% e alcançaram US$ 611 milhões, totalizando superávit de US$ 4,4 bilhões. No mês passado, as remessas de carnes foram 33% maiores que no mesmo período de 2006, totalizando US$ 902,9 milhões. Entre os principais produtos, houve queda de 26,3% na receita com exportações do complexo sucroalcooleiro, somando US$ 528,8 milhões. Segundo Lopes, a variação se deveu aos preços mais baixos do açúcar . Os embarques do complexo soja totalizaram US$ 1,2 bilhão, valor 61,4% superior a junho de 2006.
 

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