4 de setembro de 2008

Universidades federais vão oferecer mais 44 mil vagas


Nos primeiros vestibulares do próximo ano, as universidades federais vão oferecer mais 44 mil vagas, totalizando 227 mil no país. O aumento da oferta é resultado do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Os dados foram divulgados ontem pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia no Palácio do Planalto.

Segundo Haddad, em comparação a 2003, o número de vagas dobrou. Até 2012, o investimento previsto para o Reuni é de R$ 2 bilhões. "Essa solenidade é justamente para celebrar o aumento de 100% das vagas ofertadas, que passaram de 113 mil em 2003 para 227 mil para 2009", disse Haddad. O Reuni permitirá expandir em número e qualidade os programas existentes, com a contratação de professores-doutores e com o aumento do número de bolsas de mestrado e doutorado em ritmo superior aos dos últimos anos.

Desde 2003, 12 universidades foram criadas. Outros quatro projetos para criação de instituições de ensino superior tramitam no Congresso Nacional, como a Universidade da África. Segundo o Ministério da Educação, as regiões que vão apresentar maior crescimento no número de vagas no ensino superior são o Nordeste, com 112%, e o Sul, com 107%.

Para garantir o crescimento, Haddad assinou duas portarias que permitem a realização de concurso para contratação de mil docentes e a distribuição de 900 cargos de direção e 2,4 mil funções gratificadas para as instituições. O Ministério do Planejamento autorizou a contratação de 10.992 docentes e 8.239 técnicos administrativos para as universidades.

"Eu já assinei a primeira liberação de concursos, mas a partir de 2009, todas as vagas aprovadas no Congresso Nacional para dar sustentabilidade à reestruturação e expansão das universidades estarão abertas à contratação de técnicos e docentes", afirmou Haddad.

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB), por exemplo, ganhou 82 cargos para docentes, a Universidade de Brasília (UnB), 84, e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), 34. Segundo o Ministério da Educação (MEC), as universidades contam hoje com 48 mil professores.

Para o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes), Amaro Lins, a interiorização da rede federal, antes restrita às capitais, garantirá o acesso ao ensino do que chamou de "camadas desfavorecidas". "Dentro do Reuni nós colocamos como estratégia a formação de professores para atender o ensino básico, além da preocupação com os cursos noturnos para os alunos que precisam trabalhar", afirmou.

A presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Lúcia Stumpf, disse que é preciso garantir o orçamento previsto até 2012 para sustentar "a ampliação positiva conseguida nas universidades". Segundo ela, a principal preocupação da entidade "é que o orçamento do Reuni não é garantido pela lei, mas está submetido à capacidade orçamentária do MEC".

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que também esteve presente na cerimônia, disse que o dinheiro não está "sobrando", mas que a educação será prioridade do governo. De acordo com ele, "estamos fazendo um esforço por conta da inflação que aumentou no primeiro semestre. Mas o governo definiu prioridades, e a educação é uma prioridade forte".

Durante discurso, o presidente Lula reafirmou que educação "não é gasto, mas investimento".

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