16 de março de 2009

Dilma e Lula em Wasghington

Lula viajou de Wasghington a Nova York na noite de sábado, após dar entrevista coletiva sobre seu primeiro encontro com o presidente Obama. Lula estava acompanhado dos ministros Celso Amorim, de Relações Exteriores, e Dilma Rousseff, da Casa Civil. No domingo, o presidente não teve compromissos oficiais e, segundo o Itamaraty, passou o dia no hotel Plaza, onde está hospedado e onde será realizado o seminário. Desde ontem integram a comitiva o presidente do Banco Central brasileiro, Henrique Meirelles, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que participou no sábado em Horsham, ao sul de Londres, na Inglaterra, de um encontro com os ministros das Finanças dos Brics, em reunião preparatória para o G-20 (grupo que reúne as maiores economias do mundo). Hoje o ministro participa de um encontro com cerca de 250 empresários americanos.

Varejo começa 2009 com crescimento de 6%


A retomada do comércio no início do ano deve deixar analistas de mercado bastante ocupados nesta semana que começa. Mal terminaram de prever recessão para 2009, economistas souberam que, depois do Produto Interno Bruto (PIB) negativo no último trimestre, veio o crescimento do consumo em janeiro. A reação nas vendas foi generalizada entre a maioria dos segmentos e também mais forte nos maiores estados da economia brasileira. A reposição de estoques por causa da reação do varejo pode realimentar a indústria.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que entre dezembro e janeiro, o volume de vendas cresceu 1,4%, praticamente retomando o patamar de outubro. O resultado surpreendeu o mercado, que esperava um resultado negativo, como já vinha ocorrendo três meses antes. Em relação a janeiro do ano passado, houve crescimento de 6% em todo o País. Em São Paulo (8,7%) no Rio de Janeiro (7,8%), maiores praças da economia, o aumento foi ainda maior que a média. Sete dos dez ramos investigados pelo IBGE voltaram a vender mais.

Para o pesquisador do IBGE, Reinaldo Pereira, o resultado pode indicar que o medo de perder emprego entre os brasileiros não foi maior que a decisão de comprar. "Se houve esse resultado, é porque o consumo continua. O impacto da crise, na verdade, é maior lá fora", afirmou.

As vendas de veículos e motos, partes e peças aumentaram 11,1% no primeiro mês do ano, refletindo a redução do imposto na produção e a queda de preços. Livros, jornais, revistas e papelaria também foram mais vendidos, com incremento de 7,6%. Até mesmo o ramo de móveis e eletrodomésticos (7,1%), que depende fortemente de crédito, foi reanimado.

Informática e comunicação

O IBGE também apurou aumento nas vendas de outros artigos de uso pessoal e doméstico (5,8%); tecidos, vestuário e calçados (2,2%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,8%) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,3%). Por outro lado, equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-12,5%); material de construção (-2,8%) e combustíveis e lubrificantes (-0,7%) apresentaram resultados negativos.

"O número forte de janeiro sinaliza que a atividade interna está se recuperando na margem neste começo de 2009, reforçando a perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano", avaliam os analistas a LCA Consultores.

De acordo com o relatório, trata-se de um importante indício, em conjunto com outros - como os licenciamentos de automóveis e comerciais leves da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o consumo de energia elétrica apurado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o Sensor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Sinalizador da Produção Industrial da Fundação Getúlio Vargas (FGV) - de que, depois de ter sofrido um tombo de 3,6% no quarto trimestre de 2008, o PIB brasileiro não vai sofrer queda semelhante nos primeiros três meses deste ano. "Nossa estimativa é de estabilidade a uma ligeira alta marginal do PIB no primeiro trimestre de 2009 em relação ao último período", destaca nota.

Para os especialistas, a recuperação do comércio varejista ampliado (que inclui a comercialização de automóveis e autopeças bem como de material de construção) se deve particularmente ao pacote de estímulo do governo para a indústria automotiva. "Essa recuperação do comércio ampliado se deu principalmente por conta da retomada das vendas de automóveis e comerciais leves, em função da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) implementada em meados de dezembro, já que as vendas de material de construção continuam caindo - ainda em ritmo cada vez menores", concluem.

Produtos alimentícios

As demais variações, por ordem de importância, foram: 7,0% para Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; 6,3% para Móveis e eletrodomésticos; 15,4% para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação; 8,9% para Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; 3,8% para Combustíveis e lubrificantes; 5% em Outros artigos de uso pessoal e doméstico e 23,9% para Livros, jornais, revistas e papelaria.


4 de março de 2009

O ex-datilógrafo que comandaria R$ 2,7 bilhões


Aos 51 anos, o ex-todo poderoso diretor-geral do Senado Agaciel Maia entrou no Legislativo em 1984, como datilógrafo, em um "trem da alegria" - sem ter feito concurso público.


Em 1995, Agaciel foi conduzido pelo senador José Sarney (PMDB-AP), que também presidia a Casa na época, para o cargo de diretor-geral. Dali, ele passou a comandar um orçamento que neste ano chega a R$ 2,7 bilhões.

Além do apoio de Sarney, durante todos esses anos ele procurou aumentar seu poder de influência facilitando o acesso de servidores e parlamentares a uma série de privilégios concedidos pelo Senado.

O diretor sempre soube, por exemplo, da nomeação de servidores fantasmas nos cargos comissionados. Também sabia de casos de funcionários que mantêm o emprego sem morar mais em Brasília. O seu silêncio, no entanto, lhe assegurava o prestígio e a permanência no cargo.

Agaciel conhecia os meandros de cada contrato assinado pela Casa. Em 2006, tornou-se um dos suspeitos da Operação Mão-de-Obra, da Polícia Federal, que desmontou em julho daquele ano uma quadrilha ligada a fraudes em terceirizações na Casa.

A Justiça expediu um mandado de busca e apreensão na sala de Agaciel. Mas integrantes da própria PF avisaram com antecedência o então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre a ação policial. A investigação não concluiu que houve envolvimento do então diretor.

Durante a campanha pela presidência do Senado, o status de Agaciel já não era mais o mesmo. Candidato ao cargo, o petista Tião Viana (AC) sinalizara que o demitiria do cargo. Mas Sarney venceu e, indagado sobre a permanência do diretor-geral, disse que seria mantido.

Supremo pode arquivar extradição


O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, afirmou ontem que se os ministros do Supremo Tribunal Federal entenderem, durante o processo de julgamento do pedido de extradição do ativista político Cesare Battisti, que deve ser concedido o refúgio ao italiano, o processo de extradição terá que ser automaticamente arquivado. Segundo ele, já há jurisprudência neste sentido no STF após o julgamento do pedido de extradição do padre colombiano Olivério Medina, acusado de ligação com as Forças Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O procurador disse que o Supremo está diante de uma situação nova, já que o Comitê Nacional para Refugiados (Conare), deu parecer favorável à concessão do refúgio. Mas que o debate poderá surgir em uma questão de ordem levantada por qualquer um dos ministros. "Na verdade, este debate antecede ao caso Medina, e foi iniciado durante as discussões sobre o destino da mexicana Glória Trevi".


Antonio Fernando discordou publicamente da posição do Conare, embora reconheça que cabe ao ministro da Justiça, Tarso Genro, e não a ele, embasar o processo. "Política externa é atribuição do Poder Executivo e, mais especificamente, do presidente da República", resumiu o procurador-geral.


O procurador-geral lembrou que, se os ministros do STF entenderem que não existem óbices para a extradição, nem assim o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é obrigado a permitir que Battisti seja julgado pelos italianos. "O juízo negativo do STF é definitivo. Se os ministros acharem que não deve haver extradição, não há o que o governo fazer. Mas se acharem que o processo extraditório pode ser feito, a resposta final continua sendo do presidente Lula".


O procurador-geral discorda dos argumentos da Justiça italiana, de que em processo administrativos o poder judiciário, e não o Executivo, deve ser ouvido e ter a opinião final acatada. "Processos de extradição não são julgamentos meramente administrativos. São julgamentos políticos", lembrou ele. Antonio Fernando disse, contudo, que a prisão de Battisti - que está em uma cela no presídio da Papuda, em Brasília - não foi inconstitucional ou ilegal, mesmo sem o julgamento do mérito da questão. "A prisão é pressuposto para um processo de extradição", disse.


Ele também crê na celeridade do julgamento dos acusados de envolvimento com o mensalão. Na opinião de Antonio Fernando, se comparado a outros processos, este encontra-se em um estágio bastante adiantado. "Claro que vai dar tempo de julgar todo mundo", apostou ele, otimista.

3 de março de 2009

Deputado chama Jarbas Vasconcelos de 'farsante' em Plenário


O deputado Sílvio Costa (PMN-PE) fez um discurso no Plenário da Câmara nesta terça-feira, no qual ataca o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e o chama de "farsante".

O deputado, que pertence ao mesmo Estado do senador, disse que lá todos conhecem os atos corruptos cometidos no decorrer de sua vida política. Segundo Costa, a corrupção no PMDB começou com o próprio Jarbas e, por esta razão, o senador não teria autoridade moral para criticar o partido.

"Senador Jarbas, a corrupção do PMDB começou em 94, para ajudar o senador. Ele cometeu um lapso de memória. A corrupção do PMDB começou em 94, com ele, foi lá em Pernambuco que tudo começou", disse o deputado. "Como esse homem, um parasita do poder, pode ter moral e ética para criticar a imoralidade que reina nesse País?"

Segundo o deputado, a política brasileira precisa mesmo ser "passada a limpo", mas não por Jarbas. O deputado ainda criticou o fato de o senador não ter citado nenhum nome dos políticos do PMDB que atuariam de forma corrupta.

"Jarbas tem que entender que o Brasil precisa ser passado a limpo, mas para isso precisa de homens que tenham a ficha limpa, uma vida limpa. Ele não tem vida limpa", afirmou. "Se ele tivesse coragem na entrevista da Veja, deveria dizer quem são os corruptos e que corrupção é essa." O deputado concluiu o discurso dizendo esperar que suas palavras pudessem no futuro ajudar a "desmascarar um pouco esse farsante".

Balança se recupera com superávit de US$ 1,767 bi


A balança comercial brasileira reagiu e fechou fevereiro com superávit de US$ 1,767 bilhão, resultado que supera o saldo positivo de US$ 850 milhões registrado em igual período do ano passado. Essa recuperação reverte o déficit de US$ 524 milhões de janeiro.

As exportações somaram US$ 9,588 bilhões no mês passado e as importações ficaram em US$ 7,821 bilhões, o que resulta em uma corrente de comércio de US$ 17,409 bilhões.

De acordo com Welber Barral, secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), o desempenho da balança de fevereiro foi bom por conta, principalmente, das exportações para a China, destino para o qual os embarques brasileiros cresceram 21,18%, em valores totais. As vendas para o mercado chinês saltaram de US$ 760 milhões em fevereiro de 2008 para US$ 921 milhões, em igual período deste ano.

Para Barral, o País terá de travar uma batalha contra o protecionismo para assegurar seus resultados no comércio internacional.


Balança comercial reage e fecha com superávit de US$ 1,767 bi





Brasília, 3 de Março de 2009 - O Brasil vai travar uma batalha contra as barreiras comerciais no comércio exterior, seja contra qual for o parceiro econômico. O recado foi dado ontem pelo secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Welber Barral, ao anunciar os resultados da balança comercial de fevereiro. "Todo o protecionismo será castigado", disse ao ser questionado sobre as dificuldades que os produtos brasileiros estão enfrentando para ingressar na Argentina. Barral anunciou que em fevereiro a balança teve superávit de US$ 1,767 bilhão, melhor que o saldo positivo de US$ 850 milhões de igual período do ano passado e diametralmente oposto a janeiro deste ano, quando houve déficit de US$ 524 milhões.

No total, as exportações brasileiras somaram US$ 9,588 bilhões no mês passado, enquanto que as importações somaram US$ 7,821 bilhões, o que resulta em uma corrente de comércio de US$ 17,409 bilhões. Em igual período de 2008, as exportações atingiram US$ 12,8 bilhões e as importações chegaram a US$ 11,95 bilhões, em uma corrente de comércio de US$ 24,75 bilhões. Ou seja, na comparação de fevereiro deste ano com fevereiro do ano passado, o total de exportações caiu 25,09%, as importações foram reduzidas em 34,55% e a corrente de comércio minguou em 29,66%, incontestáveis efeitos da crise econômica mundial. O resultado é que em fevereiro as médias diárias de exportação (US$ 532,7 milhões) e de importação (US$ 434,5 milhões) ainda estão abaixo dos valores de iguais períodos de 2008 e até mesmo de 2007. Segundo Barral, principalmente em relação às importações há "um efeito cambial visível, sobretudo onde há produção nacional".

Nas exportações do mês passado, itens ligados à indústria automobilística tiveram melhores preços, mas registraram fortes quedas de vendas ao exterior, gerando quedas de receitas de 36,1% em autopeças, 55,1% em motores de veículos e 34,3% em automóveis.

O resultado da balança de fevereiro foi bom devido principalmente às exportações para a China, destino para o qual as exportações brasileiras cresceram 21,18%, em valores totais, saltando de US$ 760 milhões em fevereiro de 2008 para US$ 921 milhões, em igual período deste ano. O salto é ainda maior - 27,9% - se consideradas as médias diárias, que subiram de US$ 40 milhões em fevereiro do ano passado, para US$ 51,2 milhões, em fevereiro deste ano. No mercado asiático, Coréia do Sul, Indonésia, Malásia, Índia e Cingapura também aumentaram seus pedidos no mês passado.

Quanto à Argentina, as exportações brasileiras em fevereiro deste ano somaram US$ 690 milhões, queda de 47,7% frente o total de US$ 1,319 bilhão de igual período do ano passado. Barral disse que o Brasil não vai revidar a atitude argentina de adotar medidas protecionistas com ações semelhantes. "O Brasil não adota essa política", disse, para em seguida, sem citar a Argentina, afirmar que "o Brasil é o país que mais reclama na OMC (Organização Mundial do Comércio)". Há estimativa que 10% da pauta de exportação brasileira para a Argentina está sendo afetada por barreiras. Isso representa um prejuízo potencial de US$ 1,5 bilhão em um ano.

1 de março de 2009

Eleição 2010:Dilma Presidente - Lula Vice

Ou.....
 

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